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  • Diego Ruiz

Seu tempo é ouro: delegue funções e defina prioridades

Quanto tempo você dedica diariamente ao que realmente vai fazer diferença no seu negócio? Quantas horas da sua semana estão voltadas a pensar o futuro da sua empresa: novas receitas, tendências de mercado, inovação, relacionamento com clientes novos e atuais?

Sendo otimista, arrisco que menos de 40% do seu tempo no escritório está voltado para essas atividades. Aposto ainda que os 60% restantes estão dedicados a “tocar o dia-a-dia”: gestão de entrada e saída de caixa, quanto apurou, quanto gastou, quanto pagará de imposto. Certo? Bom, se você gasta mais tempo com gestão e administração do que com traçar estratégias para o futuro e a sustentabilidade do seu negócio, saiba que você está dirigindo na contramão do mundo moderno, remando contra a maré.

Em 17 anos de experiência nos setores de auditoria, administração e consultoria, tive oportunidade de questionar empresários porque mantinham uma equipe dedicada à gestão administrativa e financeira sem ter um gestor para comandar essa área. Ainda mais se essa não era a atividade fim do negócio que normalmente o “dono” sabe fazer melhor. Da maioria ouvi como resposta: “sempre foi assim” ou “não sei fazer diferente”.

Alguns empresários não deixavam de ter razão. Afinal, ninguém disse que é fácil realizar alterações na rotina de uma empresa. Mais difícil ainda quando se aprendeu que, para existir, toda companhia precisa ter todas essas áreas – RH, contabilidade, administrativo, jurídico, comercial –, que são tidas apenas como custo, sem geração de receita.

Essa foi a receita de bolo que aprendemos desde sempre para erguer qualquer negócio. Foi assim que muita das empresas que estão aí começaram e deram certo. Mas será que com toda essa transformação que estamos vivendo esse modelo ainda dá resultado? Consegue o sócio fundador, além de tocar as mudanças rápidas para seu negócio, acompanhar as atualizações em legislação fiscal, societária, contabilidade, novos sistemas e softwares, entre outras. Será?!

Me entendam: não estou dizendo que essas áreas não são necessárias. Claro que são e muito. No entanto, e melhor evidenciando, a avalanche de informações, a velocidade das transformações tecnológicas e novas variáveis de negócios, que impactam diretamente no fluxo de caixa e no dia-a-dia de qualquer empresa, nos mostram que aquele receituário que funcionou até tempos atrás não é mais o suficiente e/ou o único modelo para alcançar um bom desempenho.

O que os novos tempos mostram é que também mudaram o papel e a atribuição de um CEO. Mudaram: as empresas, os clientes e o mundo. Em vez do “super-homem” que tenta dominar todas as áreas da sua companhia, o que as empresas cada vez mais precisam são de executivos focados no coração do negócio (como relacionamento com clientes e desenvolvimento de novas receitas) e com capacidade de encaminhar e cobrar as demais funções a quem de fato é especialista no assunto.

As mudanças vieram para ficar. Manter-se competitivo é uma questão de sobrevivência, que exige adotar novas ferramentas, redirecionar esforços e muitas vezes contar com ajuda de pessoas para as tomadas de decisão de forma rápida e objetiva. Mas, quanto custa ter um diretor financeiro ou um controller? Será que ainda existe verba no orçamento para esse profissional?

As consultorias hoje estão exercendo esse papel muito bem. Conseguem cumprir essa função e auxiliar o empresário no que ele mais precisa. Isto porque, normalmente, contam com diferentes expertises em suas equipes e por isso têm as respostas que sua empresa precisa, trazendo senioridade e celeridade à tomada de decisão. Essa mudança de postura exige vencer as trincheiras do "sempre foi assim" e do "não sei como fazer", se adaptar ao presente e se preparar para o futuro.

Ao contrário do que alguns ainda pensam, delegar a gestão administrativa e financeira de uma companhia para empresas especializadas é pensar estratégico. Significa encarregar essas atividades a quem tem a experiência, métodos e compromisso com o resultado e o longo prazo, realocando a atenção dos executivos para o core business. Ou seja, estar focado no que é realmente é importante e não necessariamente no que é urgente.

Em muitos casos, posso afirmar, a contratação de consultoria significará um custo menor que manter uma área inteira de backoffice sem os devidos treinamentos e cuidados com o engajamento da equipe. Em tempos de otimização de gastos e melhora de performance, quem não quer pagar menos por uma melhor entrega?

Além disso, essa mudança não altera o DNA de qualquer empresa. Na verdade, a auxilia a desenvolver melhor suas atividades e assegurar a continuidade do negócio a longo prazo.

Ao assumir a gestão administrativa e financeira de uma empresa, a ADSUM entende ser fundamental perceber e assimilar as características de cada companhia, entendendo sua história e cultura organizacional. Afinal, é aí onde mora a alma do negócio e é o que fez cada empresa chegar onde chegou. O segredo do sucesso é justo a união entre o orgulho do que se construiu e a ousadia para mudar e moldar o futuro.

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